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domingo, 15 de março de 2009

Sobre Elefantes e Prada

Já faz um tempo que não posto por pura falta de tempo. Mas tenho tido tempo para ler. Li A Viagem do Elefante, do português José Saramago e li O Diabo Veste Prada. Li também O fio das missangas, do moçambicano Mia Couto, mas este precisa de um post só para ele.

Em A Viagem do Elefante, Saramago conta a inacreditável, porém verídica, história da entrega do presente dado pele Rei de Portugal, Dom João III, para o arquiduque de Áustria, Maximiliano, primo de sua esposa. O presente era, pasmem, um elefante. E ele foi levado de Lisboa para Valladolid, na Espanha, e de lá para a Áustria, andando em caravana. O desenrolar da história é recheado de sátira sutil, críticas a uma sociedade hipócrita que fingir a ponto de se enganar. O livro é bom, diferente de tudo o que Saramago já escreveu. Vale a leitura pelo autor, não pelo livro.

Já o Diabo Veste Prada, da americana Lauren Weiseberger, é delicioso do início ao fim. Muito bem escrito, conta a experiência de uma jornalista recém-formada na mais conceituada revista de moda do mundo. Ela troca nomes, mas se trata da relação de Ana Wintour, da revista Vogue, com os seus funcionários. O livro também faz uma crítica ao mundo da moda, que aí cabe discussão. A "chefe"do livro é uma megera de marca maior e o livro faz parecer que é porque ela trabalha com moda e que todos no mundo da moda são fúteis e infelizes. Não acredito nisto. Gosto de moda, não sou escrava, mas alguém precisa desenhar e costurar o que eu vou vestir e não vejo nenhum mal em isto ser bem feito. O livro é fenomenal pela história, não pelo tema. Ah e pela primeira vez na vida, eu gostei mais do filme que do livro.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A crise dos jornais

Fui para a chácara dos meus pais passar o Carnaval em Paracatu, noroeste de Minas. Paracatu fica a 233 km de Brasília, umas duas horas e meia de viagem. Preferi sair no sábado pela manhã e não na sexta-feira no fim do dia para evitar a noite na estrada e o movimento de carros, que imaginei estaria menor. Não sei como foi na sexta, mas no sábado o trânsito estava muito intenso, com engarrafamento perto de Cristalina/GO.
Uma coisa me chamou a atenção em especial: o número de taxistas que estavam, nitidamente, viajando com a família. Será que eles não lêem os jornais e, portanto, não sabem que estamos no meio de uma crise financeira tremenda e, portanto, que o momento é de ficar e trabalhar? Será que eles não sabem que o desemprego teve a maior alta desde que o número passou a ser registrado?
Hoje na volta, chegando em Luziania/GO, vimos 6 cegonhas carregadas de carros estacionadas num posto de gasolina. Será que os donos das concessionárias também não leram os jornais e não viram que estamos no meio de uma crise e que o povo brasileiro está quebrado?
Acho que com tanta gente não lendo jornais, os veículos estão condenados à falência...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sempre pode melhorar

Ontem eu fui ao Daniel Briant, um restaurante francês do qual já falei antes aqui. Da outra vez eu o critiquei. Hoje venho elogiar. A minha crítica é que ele não aceitava cartões e ontem pude pagar com cartão de débito. A comida é muito boa. Há cafés, quiches, tortas deliciosas, sopas incríveis (para quem gosta) e outras guloseimas. Agora vale experimentar.
Ah, ele fica na 103N.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Ooopppss!

A Lívia, amiga criativa, puxou minha orelha porque eu não disse onde fica o Panelinha. É na 316 Norte. É pequenininho e aconchegante. ;)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Lugar legal

Inaugurou na sexta passada um bar novo em Brasília. Fica às margens do Lago Paranoá e tem um visual super bonito. Sou suspeitíssima porque ele fica no Brasília Alvorada Hotel, cliente da agência de comunicação onde sou assessora de imprensa. Mas ele é lindo. E vários empreendimentos têm sido abertos na cidade para satisfazer os mais diversos gostos.
O Bar do Capitão, é este o nome, se pretende um lugar de encontro, de happy hour e de boa música. Todo sábado terá feijoada no almoço com a banda Coisa Nossa, que toca samba da melhor qualidade.Domingo terá parrillada de frutos do mar. Sábado fui a um pub, na 409 Sul, super gostoso, com música ao vivo e boa bebida. Estava lotado. E ainda na semana passada eu descobri uma casa de chá que é um charme. Na 408 Norte há um café mais novo que o Café da Rua 8, e melhor que este. Chama Senhora Café, uma delícia. Ainda na Asa Norte, foi inaugurado recentemente um bar que chama Panelinha, com uma decoração fantástica e um cardápio ótimo. Ou seja, não faltam opções para quem quer sair na cidade burocrática.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Diálogo esclarecedor.

Encaminhei o conteúdo do meu último post para o Correio Braziliense e o Gustavo Krieger me respondeu. Segue:

Olá Juliana, sua mensagem me foi repassada pelo jornal. Em primeiro lugar, agradeço pela leitura crítica e qualificada. Usei alguns recursos de linguagem para tornar a leitura mais leve e talvez não tenha sido feliz. Quando falei em tradução da expressão "herança maldita" me referi ao fato dela ser usada por políticos brasileiros de todos os partidos e matizes, sempre que querem responsabilizar o antecessor por seus problemas. Mas ninguém aqui enfrentou uma herança tão pesada quanto a que George W Bush deixou para Obama.Também não quis me referir com desprezo ao presidente Lula. Quando escrevi a coluna, o governo brasileiro fazia um enorme esforço para colocá-lo em contato com Obama. Não deveria ter dito "se ele conseguir falar", mas "quando ele conseguir", uma vez que era óbvio que o encontro aconteceria. Agradeço pelo puxão de orelhas.Se você acompanha minhas colunas verá que não me alinho aos que sempre criticam ao governo. Nem aos que elogiam o tempo todo. Mantenho minha independência e julgamento próprios.E conto com ótimos leitores para me avisar dos deslizes. Mais uma vez, obrigado. E a convido a ler meu blog na página do Correio. Gustavo Krieger

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cuidado com a língua

No dia da posse de Barak Obama, Gustavo Krieger tratou do assunto na sua coluna no Correio Braziliense. Ele que neste período tem se dedicado à sucessão no Congresso Nacional falou sobre a esperança depositada no novo presidente norte-americano e que não se deve esperar muito do dirigente, visto que o cenário que se apresenta não é dos mais simples. Gostei da coluna.
Mas lá pelas tantas, quase no final, ele fez uma provocação indigna do texto. Disse que se caso o presidente Lula tivesse, algum dia, a chance de falar com Obama, poderia pedir ao tradutor para verter para o inglês a expressão "herança maldita" que o presidente tanto disse logo depois da posse. E disse que na verdade quem tem uma "herança maldita" é Obama. Lula não tinha.
Discordo do conteúdo. Lula pegou um país quebrado, com crescimento negativo quando a economia mundial ia bem e o colocou para crescer, reduziu desigualdades e melhorou a qualidade de vida. Mas mais grave que isto a provocação revela o preconceito. Hoje Barack Obama ligou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e conversaram durante 25min. Acho que o tradutor teve que verter mais que a expressão "herança maldita" e Gustavo Krieger não deve estar bem. Aliás, durante a semana Obama disse que a esperança venceu o medo. Acho que Lula deve ter esboçado um sorriso.