segunda-feira, 20 de junho de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Quando começou o processo de emburrecimento?
Vou começar dizendo que tenho poucas certezas na vida pelas quais acredito que devo lutar. Certamente o “Abaixo a burrice” me moverá. Não sei quando ficou decidido que não pensar, não conhecer, não estudar era mais importante que o contrário. E está sendo assim. Prova mais cabal está na 11ª Edição do Big Brother Brasil.
Confesso que cheguei a esta conclusão lentamente. Comecei a pensar nisto quando a obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo caiu. Eu não sei se para aprender os pilares da profissão que escolhi para mim são necessários quatro anos. Creio que em dois anos uma pessoa bem formada pode, perfeitamente, aprender as técnicas do jornalismo. Mas ela precisa ser bem formada. Por isto acho que deve ser uma extensão, uma espécie de pós- graduação. O cidadão faz uma faculdade de quatro anos na área de humanas, biológicas ou exatas, e depois faz uma especialização para aprender as técnicas do jornalismo. Porém a legislação veio para flexibilizar as relações de trabalho e achar que tudo bem estudar menos.
Hoje recebi o boletim informativo do Comunique-se que trouxe uma matéria sobre o novo portal lançado por um jornal carioca voltado para a classe C. O texto afirma que as matérias serão mais “simples” que haverá mais vídeos e fotos, além das principais informações das celebridades nas redes sociais. Fiquei me perguntando por que é que jornalistas de verdade, não decidem fazer matérias de verdade, onde as pessoas público-alvo deste veículo se identifiquem e possam lá encontrar “informações úteis para suas tomadas de decisões quotidianas”, como disse Bill Kovach e Tom Rosenstiel sobre a necessidade do jornalismo??? Pode ser que eu esteja enganada, mas caso isto ocorresse, certamente as pessoas se interessariam pelo jornal.
Perseu Abramo, no livro “O Trabalhador da Notícia”, defende faculdades com menor tempo de duração, mas como forma de incentivar que mais pessoas estudem e não o contrário. E não se trata do preconceito vivido por quem fez faculdade particular. Alguns colegas de trabalho e acadêmicos não dão a menor bola para quem fez faculdade particular como se houvesse uma dicotomia que garantisse que quem faz faculdade particular está para o mercado bem como quem fez faculdade pública está para a academia.
E também não tem nada a ver com a classe C. Muito antes o contrário. Até outro dia havia uma razão real para a classe C não ter acesso informação: ela custava caro. Hoje com a ascensão social de milhares de brasileiros, esta informação passa a ser também mais acessível.
A solução pra isto passa, inequivocamente, pela democratização dos meios de comunicação. Com uma diversidade maior de programação, o emburrecimento será uma escolha individual e não uma imposição mercadológica.
Confesso que cheguei a esta conclusão lentamente. Comecei a pensar nisto quando a obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo caiu. Eu não sei se para aprender os pilares da profissão que escolhi para mim são necessários quatro anos. Creio que em dois anos uma pessoa bem formada pode, perfeitamente, aprender as técnicas do jornalismo. Mas ela precisa ser bem formada. Por isto acho que deve ser uma extensão, uma espécie de pós- graduação. O cidadão faz uma faculdade de quatro anos na área de humanas, biológicas ou exatas, e depois faz uma especialização para aprender as técnicas do jornalismo. Porém a legislação veio para flexibilizar as relações de trabalho e achar que tudo bem estudar menos.
Hoje recebi o boletim informativo do Comunique-se que trouxe uma matéria sobre o novo portal lançado por um jornal carioca voltado para a classe C. O texto afirma que as matérias serão mais “simples” que haverá mais vídeos e fotos, além das principais informações das celebridades nas redes sociais. Fiquei me perguntando por que é que jornalistas de verdade, não decidem fazer matérias de verdade, onde as pessoas público-alvo deste veículo se identifiquem e possam lá encontrar “informações úteis para suas tomadas de decisões quotidianas”, como disse Bill Kovach e Tom Rosenstiel sobre a necessidade do jornalismo??? Pode ser que eu esteja enganada, mas caso isto ocorresse, certamente as pessoas se interessariam pelo jornal.
Perseu Abramo, no livro “O Trabalhador da Notícia”, defende faculdades com menor tempo de duração, mas como forma de incentivar que mais pessoas estudem e não o contrário. E não se trata do preconceito vivido por quem fez faculdade particular. Alguns colegas de trabalho e acadêmicos não dão a menor bola para quem fez faculdade particular como se houvesse uma dicotomia que garantisse que quem faz faculdade particular está para o mercado bem como quem fez faculdade pública está para a academia.
E também não tem nada a ver com a classe C. Muito antes o contrário. Até outro dia havia uma razão real para a classe C não ter acesso informação: ela custava caro. Hoje com a ascensão social de milhares de brasileiros, esta informação passa a ser também mais acessível.
A solução pra isto passa, inequivocamente, pela democratização dos meios de comunicação. Com uma diversidade maior de programação, o emburrecimento será uma escolha individual e não uma imposição mercadológica.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
José e Pilar - Desculpa para escrever patacuadas!
Assisti, no último domingo (9/1), o documentário José e Pilar. Amei o filme. Além dos motivos óbvios, para quem me conhece, gostei porque ele é um documentário, portanto trata da vida real, e tem final feliz.
Estou tão acostumada a ouvir que amores de verdade não têm final feliz e que romance água com açúcar com final feliz é resultado do cinema americano, que andava só esperando o fim do meu relacionamento. Ah e claro que tem TODOS os relacionamentos e histórias infelizes ao meu redor para me ajudar a fazer um relógio para contar o meu fim.
E na história luso-espanhola não tem meio mágico, tem TUDO mágico. Ele não a conhecia, ele não era um Nobel da Literatura quando ela foi procurá-lo. Ele olhou para ela enquanto ela entrava na biblioteca, e ele ainda não sabia que ela era a pessoa que o queria conhecer e ele disse: “Isto é outra coisa”. Quer mais mágico??? Ele estava internado, já doente, e ela organiza um “feliz ano novo” para ele. Sim tem dengo, tem chamego na historinha.
E como na vida real, eles têm diferenças. Ela é briguenta e teimosa. Ele também é teimoso e tudo isto está lá no documentário, fazendo com que eles fiquem ainda mais reais.
Pode ser que eu tenha visto tudo em cor de rosa - na verdade se eu tivesse que escolher uma cor para o filme seria sépia – mas Pilar é uma mulher tão forte, tão decidida, tão dedicada, tão teimosa, mandona, que tinha que ter um Saramago, meigo, calmo, teimoso e dependente. É a junção perfeita. Viu, ela existe. Feitos um para o outro.
Quantas chances há da história se repetir na vida??? Sei lá. Pra mim basta que tenha ocorrido uma vez para eu não perder a esperança. Ok, eu e minhas amigas não somos a Pilar e o meu companheiro e os companheiros delas (e os que ainda virão) não são o Saramago e não se encontram Nobel em Literatura em toda esquina, mas.... Can be!
A verdade é que eu só precisava de uma desculpa para acreditar que o amor pode dar certo e a encontrei. Vá ao cinema e confira.
Estou tão acostumada a ouvir que amores de verdade não têm final feliz e que romance água com açúcar com final feliz é resultado do cinema americano, que andava só esperando o fim do meu relacionamento. Ah e claro que tem TODOS os relacionamentos e histórias infelizes ao meu redor para me ajudar a fazer um relógio para contar o meu fim.
E na história luso-espanhola não tem meio mágico, tem TUDO mágico. Ele não a conhecia, ele não era um Nobel da Literatura quando ela foi procurá-lo. Ele olhou para ela enquanto ela entrava na biblioteca, e ele ainda não sabia que ela era a pessoa que o queria conhecer e ele disse: “Isto é outra coisa”. Quer mais mágico??? Ele estava internado, já doente, e ela organiza um “feliz ano novo” para ele. Sim tem dengo, tem chamego na historinha.
E como na vida real, eles têm diferenças. Ela é briguenta e teimosa. Ele também é teimoso e tudo isto está lá no documentário, fazendo com que eles fiquem ainda mais reais.
Pode ser que eu tenha visto tudo em cor de rosa - na verdade se eu tivesse que escolher uma cor para o filme seria sépia – mas Pilar é uma mulher tão forte, tão decidida, tão dedicada, tão teimosa, mandona, que tinha que ter um Saramago, meigo, calmo, teimoso e dependente. É a junção perfeita. Viu, ela existe. Feitos um para o outro.
Quantas chances há da história se repetir na vida??? Sei lá. Pra mim basta que tenha ocorrido uma vez para eu não perder a esperança. Ok, eu e minhas amigas não somos a Pilar e o meu companheiro e os companheiros delas (e os que ainda virão) não são o Saramago e não se encontram Nobel em Literatura em toda esquina, mas.... Can be!
A verdade é que eu só precisava de uma desculpa para acreditar que o amor pode dar certo e a encontrei. Vá ao cinema e confira.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
500 anos esta noite
Pedro Tierra
De onde vem essa mulher
que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.
De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.
De onde vem essa mulher
que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.
Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.
Que rosto tem, que sonhos traz?
Não me falte agora a palavra que retive
ou que iludiu a fúria dos carrascos
durante o tempo sombrio
que nos coube combater.
Filha do espanto e da indignação,
filha da liberdade e da coragem,
recortado o rosto e o riso como centelha:
metal e flor, madeira e memória.
No continente de esporas de prata
e rebenque,
o sonho dissolve a treva espessa,
recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho,
afasta a força que sufoca e silencia
séculos de alcova, estupro e tirania
e lança luz sobre o rosto dessa mulher
que bate às portas do nosso coração.
As mãos do metalúrgico,
as mãos da multidão inumerável
moldaram na doçura do barro
e no metal oculto dos sonhos
a vontade e a têmpera
para disputar o país.
Dilma se aparta da luz
que esculpiu seu rosto
ante os olhos da multidão
para disputar o país,
para governar o país.
Brasília, 31 de outubro de 2010.
De onde vem essa mulher
que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.
De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.
De onde vem essa mulher
que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.
Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.
Que rosto tem, que sonhos traz?
Não me falte agora a palavra que retive
ou que iludiu a fúria dos carrascos
durante o tempo sombrio
que nos coube combater.
Filha do espanto e da indignação,
filha da liberdade e da coragem,
recortado o rosto e o riso como centelha:
metal e flor, madeira e memória.
No continente de esporas de prata
e rebenque,
o sonho dissolve a treva espessa,
recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho,
afasta a força que sufoca e silencia
séculos de alcova, estupro e tirania
e lança luz sobre o rosto dessa mulher
que bate às portas do nosso coração.
As mãos do metalúrgico,
as mãos da multidão inumerável
moldaram na doçura do barro
e no metal oculto dos sonhos
a vontade e a têmpera
para disputar o país.
Dilma se aparta da luz
que esculpiu seu rosto
ante os olhos da multidão
para disputar o país,
para governar o país.
Brasília, 31 de outubro de 2010.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Transformação Social
O jornalismo como instrumento de transformação social. Foi para isto, talvez não tão bem elaborado assim, que entrei na faculdade de comunicação social. Pensava em mudar o mundo. Em mostrar para as pessoas como a vida podia ser. Presunção de quem tem 22 anos. Claro que a realidade se mostrou muito diferente, embora eu tenha tentado muito.
Mas acho que uma turma entrou pensando a mesma coisa e encontrou um caminho diferente do meu. Eles estão transformando o mundo. Ao menos o mundo de alguns moradores em situação de rua de São Paulo e do Rio. São os editores da revista Ocas’ – Saindo das Ruas.
É uma publicação inteligente, bem escrita e que é vendida por pessoas em situação de rua em vários pontos do Rio e de Sampa. Custa R$ 3 e o vendedor a compra por R$ 1, assim tem uma fonte de renda. Nem sei como conheci a revista, mas durante muito tempo aluguei amigos para que a trouxessem pra mim aqui em Brasília. E não sei se foi por falta de amigos ou por qual outro motivo, deixei de comprar a Ocas’. Uma pena.
Na última visita a São Paulo, na saída do Museu da Língua Portuguesa, um vendedor me ofereceu e comprei a revista mais atual que ele tinha que era a de maio/junho. Uma edição inteira sobre ocupações urbanas e uma entrevista com Paulo Betti. Sensacional. A revista tem informação, tem conhecimento, agrega valor. Talvez ainda não seja tarde para mudar o mundo.
Mas acho que uma turma entrou pensando a mesma coisa e encontrou um caminho diferente do meu. Eles estão transformando o mundo. Ao menos o mundo de alguns moradores em situação de rua de São Paulo e do Rio. São os editores da revista Ocas’ – Saindo das Ruas.
É uma publicação inteligente, bem escrita e que é vendida por pessoas em situação de rua em vários pontos do Rio e de Sampa. Custa R$ 3 e o vendedor a compra por R$ 1, assim tem uma fonte de renda. Nem sei como conheci a revista, mas durante muito tempo aluguei amigos para que a trouxessem pra mim aqui em Brasília. E não sei se foi por falta de amigos ou por qual outro motivo, deixei de comprar a Ocas’. Uma pena.
Na última visita a São Paulo, na saída do Museu da Língua Portuguesa, um vendedor me ofereceu e comprei a revista mais atual que ele tinha que era a de maio/junho. Uma edição inteira sobre ocupações urbanas e uma entrevista com Paulo Betti. Sensacional. A revista tem informação, tem conhecimento, agrega valor. Talvez ainda não seja tarde para mudar o mundo.
Leia: blogdaocas.blogspot.com
![]() |
| Capa da revista Ocas" maio/junho.2010 |
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Intenso retorno
Já não tem mais graça falar que não tenho tempo. Eu não o tenho mesmo. E não o terei tão cedo. Então o que preciso é me organizar para viver com o tempo disponível.
Tenho lido pouco, pouco ido ao cinema e pouco conversado com amigos. Tem sido um ano duro. Mas, aos poucos, rendo-me a memória de um tempo mais calmo e constato que nada vale mais que ler um bom livro, beber um bom vinho, conversar sobre nada (miolo de pote, como diria o Hamilton) com bons amigos e, sobre tudo, com alguns.
E, entre as pequenas conquistas, está a leitura, rapidíssima, de um livro cujo título há tempos me intrigava.
“Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, do Marçal Aquino, é tão bom quanto o título. Conta a história de um fotógrafo, que recebe uma bolsa para produzir um livro sobre personagens do Brasil. Ele chega ao no interior do Pará, numa área garimpo, e se apaixona intensamente pela mulher de um pastor, de longe, o melhor personagem do livro. Um homem muito mais velho que ama a esposa e que vive exatamente o que prega.
Mas, antes de tudo, é um livro sobre a tênue linha entre a paixão e a loucura. Quase todos os personagens ultrapassam essa linha em algum momento. Seja a dona da pensão onde o personagem central acaba indo viver que, mesmo naquele calor infernal, usa manga cumprida para esconder o nome de um ex-amor tatuado no braço. Ou outro morador da pensão, funcionário do Banco do Brasil, que saiu de uma capital do nordeste para acompanhar a paixão da vida dele, que não o amava e acabou se matando. Ou o chinês dono de um comércio local que é assassinado por ser obcecado por jovens homens nus.
Recomecei em grande estilo e já estou com o Roberto Bolaño, 2666. Depois conto tudo.
Tenho lido pouco, pouco ido ao cinema e pouco conversado com amigos. Tem sido um ano duro. Mas, aos poucos, rendo-me a memória de um tempo mais calmo e constato que nada vale mais que ler um bom livro, beber um bom vinho, conversar sobre nada (miolo de pote, como diria o Hamilton) com bons amigos e, sobre tudo, com alguns.
E, entre as pequenas conquistas, está a leitura, rapidíssima, de um livro cujo título há tempos me intrigava.
“Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, do Marçal Aquino, é tão bom quanto o título. Conta a história de um fotógrafo, que recebe uma bolsa para produzir um livro sobre personagens do Brasil. Ele chega ao no interior do Pará, numa área garimpo, e se apaixona intensamente pela mulher de um pastor, de longe, o melhor personagem do livro. Um homem muito mais velho que ama a esposa e que vive exatamente o que prega.
Mas, antes de tudo, é um livro sobre a tênue linha entre a paixão e a loucura. Quase todos os personagens ultrapassam essa linha em algum momento. Seja a dona da pensão onde o personagem central acaba indo viver que, mesmo naquele calor infernal, usa manga cumprida para esconder o nome de um ex-amor tatuado no braço. Ou outro morador da pensão, funcionário do Banco do Brasil, que saiu de uma capital do nordeste para acompanhar a paixão da vida dele, que não o amava e acabou se matando. Ou o chinês dono de um comércio local que é assassinado por ser obcecado por jovens homens nus.
Recomecei em grande estilo e já estou com o Roberto Bolaño, 2666. Depois conto tudo.
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